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O SINCRONIA REPÓRTER tem como proposta apresentar ENTREVISTAS e REPORTAGENS sobre os temas Ciclismo, Ciclorurismo e assuntos correlatos, Medicina Esportiva e Meio Ambiente. |
2007, ano I - capa.
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| Coluna do Editor
Não podia iniciar essa secção sem
abordar um tema de capital impotância para nós ciclistas: "A Bicicleta no Trânsito". Transportando uma bicicleta (sucata!) na carga ele informa que vai reformá-la para vender, pois tem muita gente precisando de uma bicicleta na região! Assim como Seu Francisco quantos lavradores também já não trocaram o cavalo por uma bike? Um Grupo de Ciclismo Ideal
As atividades dos Grupos de Ciclismo devem ser organizadas, prazerosas, empolgantes e contribuir para a saúde, bem como contemplar atividades culturais e ações de responsabilidade social. Viagem à Maragogipe - 18.10.2008. Fizemos então nova viagem para Maragogipe. Pegamos o Ferry Boat de 05:40h e chegamos às 13:30h. Foram 115km de pedal puro. Único inconveniente foi uma câmara de ar furada e o sol forte. Mas, ambos fazem parte de uma viagem de bike. Pedalar nesse trecho (entroncamento da BA-01 até Maragogipe) é interessante para preparar o ciclista para viagens mais longas. É ideal para se analisar a bike, sua performance e estabilidade. Com relação à estabilidade quero registrar que minha bike teve a câmara, do pneu trazeiro, furada em um declive a alta velocidade. Em alta velocidade foi fácil perceber o balanço da bike. Reduzi rápido a velocidade, evitando possíveis danos do pneu, do aro e, uma queda. Vale frisar que o asfalto do trecho de 18 km - entrocamento BA-01 até São Roque do Paraguassu, é simplesmente perfeito para se pedalar! O restante, BR 420, apesar de antigo, está em ótimo estado de conservação. O nosso colega Paulo atingiu a velocidade de 72 km/h em um dos declives fortes do trecho. Alertamos que esta velocidade só deve ser atingida por aros "aero", parede dupla. Aros abertos (de chapa estampada) de alumínio comum não é aconselhável. Outro ponto alto dessa viagem é o banho na cachoeira do Rio Guaí... Infelizmente não deu tempo para conhecermos os manguezais de Maragogipe mas, desfrutamos de um almoço (camarão de muqueca e aferventado ao molho) no "Chuveirinho". |
Coluna da Itana O CICLISMO APROXIMA AS PESSOAS -
Na minha estréia como colunista do "Sincronia Repórter" eu não poderia deixar de escrever como o ciclismo aproxima as pessoas. Não somente pelas competições, trilhas e passeios, mas pelas características pessoais e emocionais também.
Entre os grupos de ciclismo existem vários integrantes de diferentes personalidades mas que se simpatizam uns(as) com os outros(as). São pessoas ricas em histórias, causos, cultura, características, habilidades, etc. Eu mesma, quando conheci o Cláudio Carvalho aqui do grupo Sincronia, achava-o sério e mal-humorado. Hoje sei que atrás daquele bigodão se esconde uma ser humano alegre e de bem com a vida. Bastou uma tarde com ele para descobrirmos afinidades, rirmos e termos a segunda chance de mudar a primeira impressão. E assim as pessoas vão se conhecendo, se aproximando e formando uma corrente/colméia pelos interesses ciclísticos e sociais. Vão se agregando cada vez mais curiosos e simpatizantes desse esporte, surgindo novos roteiros de passeios, idéias para realização de pedais/eventos sociais e filantrópicos e incentivo para os ciclo-artistas como escritores, músicos, etc.
O espírito saudável e social vem crescendo e, os "espíritos de porco", estão sendo identificados e convidados a voltarem para casa "à francesa", para não causarem danos alheios.
Acho interessante o compromisso que os coordenadores e integrantes dos grupos têem com a regularidade da agenda dos passeios, as cobranças, o empenho e a responsabilidade. O silêncio, às vésperas de qualquer passeio, é proibido, pois tem sempre alguém perguntando no site ou ligando para saber se vai ter pedal (mesmo que esteja chovendo). ... Ué ? Se existe jogador de futebol fominha por bola, por quê não ciclista fominha por pedal?
Saímos as 7 hs do hotel, pegamos a balsa, atravessamos e iniciamos a expedição. O dia estava nublado e o caminho foi pesado. Muitas subidas com pedras, lama e erosão. ![]() Muito empurra bike (as subidas eram muito íngremes e com cascalhos e pedras grandes). Neste dia não ocorreram quebras e nem quedas, mas o limite de cada um de nós aflorou e tivemos que parar numa fazenda para preparar algo para comer. ![]() Isso nos atrasou bastante! Num determinado momento quando o grupo se distanciou, ouvimos o Júnior gritar! Ooooonça!!!! E tinha onça lá mesmo. Chegamos a ouvi-la. Cautelosamente e mais rápidos no pedal, paramos mais à frente para fotografar suas patas no chão. Eram 3! ![]() Perna pra quem te quero! No final da tarde, já escurecendo a Secretária da Educação (Sra. Vivian) de Riachinho/TO foi ao nosso encontro na estrada e retornou conosco pedalando. Chegamos em Riachinho/TO às 19 hs, com a população da cidade nos aguardando na praça com carro de som e festejos. A primeira dama nos recepcionou e seguimos para a escola municipal para realizar a nossa ação social. Foi muito legal. As crianças estavam ansiosas para ganhar seus kits escolares. ![]() Antes da distribuição dos Kits, o Fabrício e Firmino deram uma pequena palestra sobre higiene bucal para as crianças. Após a solenidade, a Ssecretária da Educação nos acomodou na escola e nos ofereceram um jantar delicioso. O prefeito (Sr.Lipe) nos acompanhou no jantar batendo papo. A cidade estava em carnaval e uma turma dos expedicionários foi à praça central curtir a animação. No dia seguinte acordamos cedo, mas a chuva caiu forte e atrasou nossa saída que aconteceu às 10hs. 02/02/08 - Segundo dia de pedal (Riachinho/TO – Wanderlândia/TO) O trecho de estrada de chão foi cruel (uma prova de resistência). 30 km de lama! Quase no final deste trecho, a Itana entrou na frente da bike do Carlinhos Helfer que estava de cabeça baixa e não a viu. Resultado: colisão. Mais à frente as dores lombares por causa do atropelamento pioraram e ela preferiu seguir no carro de apoio junto com a Veruska e o Daniel Bahia. Depois veio o trecho de asfalto e as quebras de bike foram uma constante. Muitas ladeiras longas desgastaram os expedicionários. Ás 16 hs, a Seretária da Educação de Wanderlândia (Sra.Helena) também foi ao nosso encontro pois já estavam preocupados conosco. Chegando na entrada da cidade, o Secretário de Esportes pedalou conosco junto com a polícia rodoviária nos dando apoio e segurança na BR Belém-Brasília. E a população nos acompanhou em carreata. Lá chegando, o Prefeito José Félix nos recepcionou até com a Dra.Ângela (com a precaução de que algum ciclista pudesse precisar de algum atendimento médico). Depois fomos alojados na escola técnica Padre Jósimo onde nos preparam um lanche e, apóis do banho um jantar e um bom papo. No dia seguinte ainda nos prepararam um café da manhã reforçado para seguirmos nossa expedição. 03/02/08 - Terceiro dia de pedal (Wanderlândia/TO – Babaçulândia/TO):Foi o dia mais emocionante de pedal (com o grupo completo e recuperado). O dia estava nublado, mas o sol apareceu após as 13 hs e nos acompanhou sem trégua. O caminho foi árduo com muitas subidas, mas com paisagens deslumbrantes!. ![]()
Parávamos para chupar mangas colhidas nas mangueiras que encontrávamos pela estrada (mangas doces feito mel). Ahhh! Durante a manhã toda, fomos acompanhados pelas borboletas. Eram tantas que parecia estarmos num borboletário.
Este foi um pedal menor, porém com o sol à pino. Diminuímos o ritmo para aproveitamos vários igarapés e riachos. Grandes morros e serras faziam parte do cenário à todo instante. O grupo estava mais unido e queríamos fazer deste momento "eterno enquanto dure". ![]() Durante todo o percurso, não tivemos acesso à Internet e nem celulares davam sinal. Atravessamos de Balsa para Carolina/MA e lá no porto realizamos nosso objetivo simbólico: jogar a água do Rio Araguaia no Rio Tocantins. Foi um dia divertidíssimo de pedal. Expedição e experiência que já se eternizou para cada um de nós expedicionários. Em Carolina/MA nos organizando para realizarmos um passeio pelas cachoeiras desta rica região em eco-turismo.
Durante a expedição foram feitas mais de 2.000 fotos somando as imagens de todas as câmeras dos expedicionários participantes. ![]()
Vencer os pensamentos de desistência, a dor do atropelamento que sofri, superar os medos, transpor terrenos difícies, altitude, lama, calor, chuva, o sono, a convivência com pessoas de credos, idades e interesses diferentes. A linha do horizonte é longe mas que até lá tem muita coisa para conhecermos! Descobrir que o melhor lugar do mundo somos nós que o fazemos (basta preservar), praticar o respeito e a solidariedade.
A ação social que realizamos em Riachinho/TO, doando material escolar para a escola pública municipal daquele município, foi gratificante. As crianças estavam nos esperando ansiosas e se divertiram conosco. Fomos um exemplo de esporte e cultura para o futuro daquela comunidade mirim! O Pedal de Sábado, 28.09.08, do Sincronia Foi 10 e Meio! Eu, Cláudio Bigodudo e Élson saímos do Pq.Costa Azul as
7:10h. |
Coluna do Leitor
Escrevo este e-mail para ser
publicado na Coluna do Leitor do Sincronia Repórter (se possível), o qual parabenizo pela iniciativa
e criatividade (a seção de meio ambiente, escrita a partir do que foi vivenciado nos passeios está
perfeita!). Parabenizando também o Sincronia pela página na Internet e pelo nome do grupo. Fantástico!
Para algumas pessoas a bicicleta é uma companheira inseparável, tão imprescindível quanto a própria roupa que veste. Muitos, utilizam-na simplesmente como meio de transporte e sequer imaginam os benefícios que ela traz para sua saúde. Outros a utilizam como objeto de lazer e sentem prazer em suas pedaladas, mesmo que eventuais. Mas, existem aqueles que tem a clara consciência dos prazeres e benefícios que a mesma lhe proporciona e tornam-se apaixonados pela magrela, verdadeiros ciclistas de carteirinha. É impressionante o amor de crianças e adultos, de todas as idades, pela bike. Mesmo os ciclistas eventuais, como eu, voltam revigorados de uma agradável pedalada. |