O SINCRONIA REPÓRTER tem como proposta apresentar ENTREVISTAS e REPORTAGENS sobre os temas Ciclismo, Ciclorurismo e assuntos correlatos, Medicina Esportiva e Meio Ambiente.

2007, ano I - capa.



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Coluna do Editor

Não podia iniciar essa secção sem abordar um tema de capital impotância para nós ciclistas: "A Bicicleta no Trânsito".

Infelizmente a bicicleta no trânsito, na visão dos motoristas em geral "atrapalha" - frequentemente se ouve deles "esses ciclistas no trânsito vão acabar sendo atropelados, depois reclamam!

Para se mudar esta visão ou este entendimento errôneo acerca da bicilceta no trânsito, se faz necessário uma forte, extensa e objetiva CAMPANHA EDUCATIVA, direcionada à sociedade em geral mas, sobretudo aos motoristas urbanos.

Devemos além de informar sobre a legislação, procurar conscientizar nossos amigos motoristas sobre os benefícios que traz esse veículo para uma cidade, principalmente em se tratando da condução do trabalhador.

A maioria das cidades cresceram sem contemplar ou, ao menos prever, a necessidade da construção de ciclcovias, portanto, para se viabilizar "A Bicicleta no Trânsito" a reeducação é a solução. Desculpem-me pelo tracadilho.

- por Claudio Carvalho.

A Bicicleta no Trabalho Rural

Em 25.08.2007 quando da viajem do Sincronia à Cações e Mutá no Estado da Bahia, passamos pelo Seu Franciso na BA - 001 (que liga Bom Despacho na Ilha de Itaparica à Valença- BA), indo pedalando para o trabalho. Lavrador e pescador, já chegando para a terceira idade mas com saúde, ele disse ao Sincronia Repórter que há muito tempo trocou o cavalo pela bicicleta.



Transportando uma bicicleta (sucata!) na carga ele informa que vai reformá-la para vender, pois tem muita gente precisando de uma bicicleta na região!



Assim como Seu Francisco quantos lavradores também já não trocaram o cavalo por uma bike?


Um Grupo de Ciclismo Ideal

As atividades dos Grupos de Ciclismo devem ser organizadas, prazerosas, empolgantes e contribuir para a saúde, bem como contemplar atividades culturais e ações de responsabilidade social.

Atividade Prazerosa (liberdade) e Promoção da Saúde (bem estar)

A prática do ciclismo é inquestionavelmente prazerosa, produzindo uma certa dependência resultante da união do sentimento de liberdade, devido ao contato íntimo com o meio ambiente, com o bem estar físico e mental proporcionado ao pedalar. Estes fatores são, sem dúvida, os responsáveis pela paixão despertada no ciclista e pelo aumento da população ciclista em todo o mundo.

Atividade Empolgante

A empolgação fica por conta das competições ciclistas em diversas modalidades e categorias. Assim, todo grupo de ciclismo deve possuir seu departamento de competição adequadamente organizado e estruturado, de modo apresentar competitividade e conseqüentemente empolgar e contagiar todo o grupo.

As Atividades de Responsabilidade Social

Qualquer entidade, inclusive um grupo de ciclismo deve implementar ações socialmente responsáveis. Vale inicialmente ressaltar que responsabilidade social não se resume em filantropia, mas em ações objetivando:

- O desenvolvimento sustentável.
- O desenvolvimento sócio cultural de seus membros ou da comunidade.
- Desenvolvimento de campanhas de educação no trânsito.

Um grupo de ciclismo está sendo socialmente responsável no simples ato de melhorar seu relacionamento com os pedestres (no trânsito).


As Atividades Culturais

Um grupo de ciclismo deverá possuir um departamento, estruturado e capacitado para desenvolver atividades culturais, cujo produto deverá ser oriundo de viagens e passeios de CicloTurismo Eco-Culturais (CTEC). Desta forma esta atividade produzirá, em forma de documentários e palestras, informações tais como:

- Informações turísticas, com o intuito de colaborar para o desenvolvimento turístico e sócio-econômico de lugares e regiões.
- informações sobre a ecologia e meio ambiente de lugares e regiões.
- informações culturais referentes a observações geográficas e históricas feitas durante viagens ou passeios ciclísticos.


Como um grupo de ciclismo deverá ser criado e estruturado para desenvolver todas estas atividades?

1) Estruturar-se como uma entidade sem fins lucrativos, buscando verbas (através de projetos) em instituição públicas e privadas ou,
2) Filiar-se a uma entidade sem fins lucrativos, a qual se encarregará da alocação (através de projetos) dos recursos financeiros necessários.

(continua no próximo número)

Viagem à Maragogipe - 18.10.2008.

Fizemos então nova viagem para Maragogipe. Pegamos o Ferry Boat de 05:40h e chegamos às 13:30h. Foram 115km de pedal puro. Único inconveniente foi uma câmara de ar furada e o sol forte. Mas, ambos fazem parte de uma viagem de bike. Pedalar nesse trecho (entroncamento da BA-01 até Maragogipe) é interessante para preparar o ciclista para viagens mais longas. É ideal para se analisar a bike, sua performance e estabilidade. Com relação à estabilidade quero registrar que minha bike teve a câmara, do pneu trazeiro, furada em um declive a alta velocidade. Em alta velocidade foi fácil perceber o balanço da bike. Reduzi rápido a velocidade, evitando possíveis danos do pneu, do aro e, uma queda. Vale frisar que o asfalto do trecho de 18 km - entrocamento BA-01 até São Roque do Paraguassu, é simplesmente perfeito para se pedalar! O restante, BR 420, apesar de antigo, está em ótimo estado de conservação. O nosso colega Paulo atingiu a velocidade de 72 km/h em um dos declives fortes do trecho. Alertamos que esta velocidade só deve ser atingida por aros "aero", parede dupla. Aros abertos (de chapa estampada) de alumínio comum não é aconselhável. Outro ponto alto dessa viagem é o banho na cachoeira do Rio Guaí... Infelizmente não deu tempo para conhecermos os manguezais de Maragogipe mas, desfrutamos de um almoço (camarão de muqueca e aferventado ao molho) no "Chuveirinho".

Coluna da Itana

O CICLISMO APROXIMA AS PESSOAS - Na minha estréia como colunista do "Sincronia Repórter" eu não poderia deixar de escrever como o ciclismo aproxima as pessoas. Não somente pelas competições, trilhas e passeios, mas pelas características pessoais e emocionais também. Entre os grupos de ciclismo existem vários integrantes de diferentes personalidades mas que se simpatizam uns(as) com os outros(as). São pessoas ricas em histórias, causos, cultura, características, habilidades, etc. Eu mesma, quando conheci o Cláudio Carvalho aqui do grupo Sincronia, achava-o sério e mal-humorado. Hoje sei que atrás daquele bigodão se esconde uma ser humano alegre e de bem com a vida. Bastou uma tarde com ele para descobrirmos afinidades, rirmos e termos a segunda chance de mudar a primeira impressão. E assim as pessoas vão se conhecendo, se aproximando e formando uma corrente/colméia pelos interesses ciclísticos e sociais. Vão se agregando cada vez mais curiosos e simpatizantes desse esporte, surgindo novos roteiros de passeios, idéias para realização de pedais/eventos sociais e filantrópicos e incentivo para os ciclo-artistas como escritores, músicos, etc. O espírito saudável e social vem crescendo e, os "espíritos de porco", estão sendo identificados e convidados a voltarem para casa "à francesa", para não causarem danos alheios. Acho interessante o compromisso que os coordenadores e integrantes dos grupos têem com a regularidade da agenda dos passeios, as cobranças, o empenho e a responsabilidade. O silêncio, às vésperas de qualquer passeio, é proibido, pois tem sempre alguém perguntando no site ou ligando para saber se vai ter pedal (mesmo que esteja chovendo). ... Ué ? Se existe jogador de futebol fominha por bola, por quê não ciclista fominha por pedal?

- por Itana Mangieri..


Expedição Araguaia Tocantins de bike! Do Pará ao Maranhão - atravessando o estado do Tocantins e finalizando em Carolina/MA .

- O maior complexo de cachoeiras do Brasil!


01/02/08 - Primeiro dia de pedal (São Geraldo do Araguaia/PA – Riachinho/TO).

Saímos as 7 hs do hotel, pegamos a balsa, atravessamos e iniciamos a expedição. O dia estava nublado e o caminho foi pesado. Muitas subidas com pedras, lama e erosão.


Muito empurra bike (as subidas eram muito íngremes e com cascalhos e pedras grandes). Neste dia não ocorreram quebras e nem quedas, mas o limite de cada um de nós aflorou e tivemos que parar numa fazenda para preparar algo para comer.


Isso nos atrasou bastante! Num determinado momento quando o grupo se distanciou, ouvimos o Júnior gritar! Ooooonça!!!! E tinha onça lá mesmo. Chegamos a ouvi-la. Cautelosamente e mais rápidos no pedal, paramos mais à frente para fotografar suas patas no chão. Eram 3!

Perna pra quem te quero! No final da tarde, já escurecendo a Secretária da Educação (Sra. Vivian) de Riachinho/TO foi ao nosso encontro na estrada e retornou conosco pedalando. Chegamos em Riachinho/TO às 19 hs, com a população da cidade nos aguardando na praça com carro de som e festejos.

A primeira dama nos recepcionou e seguimos para a escola municipal para realizar a nossa ação social. Foi muito legal. As crianças estavam ansiosas para ganhar seus kits escolares.

Antes da distribuição dos Kits, o Fabrício e Firmino deram uma pequena palestra sobre higiene bucal para as crianças.

Após a solenidade, a Ssecretária da Educação nos acomodou na escola e nos ofereceram um jantar delicioso. O prefeito (Sr.Lipe) nos acompanhou no jantar batendo papo. A cidade estava em carnaval e uma turma dos expedicionários foi à praça central curtir a animação. No dia seguinte acordamos cedo, mas a chuva caiu forte e atrasou nossa saída que aconteceu às 10hs.


02/02/08 - Segundo dia de pedal (Riachinho/TO – Wanderlândia/TO)

O trecho de estrada de chão foi cruel (uma prova de resistência). 30 km de lama! Quase no final deste trecho, a Itana entrou na frente da bike do Carlinhos Helfer que estava de cabeça baixa e não a viu. Resultado: colisão. Mais à frente as dores lombares por causa do atropelamento pioraram e ela preferiu seguir no carro de apoio junto com a Veruska e o Daniel Bahia. Depois veio o trecho de asfalto e as quebras de bike foram uma constante. Muitas ladeiras longas desgastaram os expedicionários. Ás 16 hs, a Seretária da Educação de Wanderlândia (Sra.Helena) também foi ao nosso encontro pois já estavam preocupados conosco. Chegando na entrada da cidade, o Secretário de Esportes pedalou conosco junto com a polícia rodoviária nos dando apoio e segurança na BR Belém-Brasília. E a população nos acompanhou em carreata. Lá chegando, o Prefeito José Félix nos recepcionou até com a Dra.Ângela (com a precaução de que algum ciclista pudesse precisar de algum atendimento médico). Depois fomos alojados na escola técnica Padre Jósimo onde nos preparam um lanche e, apóis do banho um jantar e um bom papo. No dia seguinte ainda nos prepararam um café da manhã reforçado para seguirmos nossa expedição.

03/02/08 - Terceiro dia de pedal (Wanderlândia/TO – Babaçulândia/TO):

Foi o dia mais emocionante de pedal (com o grupo completo e recuperado). O dia estava nublado, mas o sol apareceu após as 13 hs e nos acompanhou sem trégua. O caminho foi árduo com muitas subidas, mas com paisagens deslumbrantes!.

Parávamos para chupar mangas colhidas nas mangueiras que encontrávamos pela estrada (mangas doces feito mel). Ahhh! Durante a manhã toda, fomos acompanhados pelas borboletas. Eram tantas que parecia estarmos num borboletário.

Chegamos ao ponto mais alto da serra (470 metros de altitude) e o visual foi emocionante. Paradas para fotos e mais fotos. A descida foi de pura adrenalina. Ninguém resistiu à velocidade de serra abaixo. Chegamos em Babaçulândia/TO as 18 hs e fomos recepcionados pelo Secretário ds Educação Dr.Pedro Aluísio que nos acomodou numa escola municipal muito organizada. Montamos nossas barracas, preparamos nosso jantar e fomos para a praça central brincar o carnaval. Acordamos um pouco mais tarde, devido ao cansaço, não só do pedal, mas também da festa carnavalesca. Após o café da manhã juntos seguimos viagem para Carolina/MA.

04/02/08 - Quarto dia de pedal (Babaçulânia/TO – Carolina/MA)

Este foi um pedal menor, porém com o sol à pino. Diminuímos o ritmo para aproveitamos vários igarapés e riachos. Grandes morros e serras faziam parte do cenário à todo instante. O grupo estava mais unido e queríamos fazer deste momento "eterno enquanto dure".



Durante todo o percurso, não tivemos acesso à Internet e nem celulares davam sinal. Atravessamos de Balsa para Carolina/MA e lá no porto realizamos nosso objetivo simbólico: jogar a água do Rio Araguaia no Rio Tocantins. Foi um dia divertidíssimo de pedal. Expedição e experiência que já se eternizou para cada um de nós expedicionários.

Em Carolina/MA nos organizando para realizarmos um passeio pelas cachoeiras desta rica região em eco-turismo.

Durante a expedição foram feitas mais de 2.000 fotos somando as imagens de todas as câmeras dos expedicionários participantes.

Gostaria de dizer que o Estado do Tocantins é LINDO. E melhorou ainda mais após a divisão do Estado de Goiás. As estradas de asfalto são novas e perfeitas, o povo é acolhedor e as belezas naturais!? Ainda estou procurando palavras pra definir tudo o que vi e senti.

Essa experiência cicloturística foi, para mim, uma superação de limites como a força física.




Vencer os pensamentos de desistência, a dor do atropelamento que sofri, superar os medos, transpor terrenos difícies, altitude, lama, calor, chuva, o sono, a convivência com pessoas de credos, idades e interesses diferentes. A linha do horizonte é longe mas que até lá tem muita coisa para conhecermos! Descobrir que o melhor lugar do mundo somos nós que o fazemos (basta preservar), praticar o respeito e a solidariedade. A ação social que realizamos em Riachinho/TO, doando material escolar para a escola pública municipal daquele município, foi gratificante. As crianças estavam nos esperando ansiosas e se divertiram conosco. Fomos um exemplo de esporte e cultura para o futuro daquela comunidade mirim!

Descobri que correr de onça no meio do mato, dá medo. Mas correr de ladrão com revolver na cidade, dá muito mais medo e é vergonhoso, pois somos da mesma espécie dividindo o mesmo ambiente. Esse Brasil é lindo (verde e amarelo) e quero conhecer muito mais dele.

por Itana Mangieri

O Pedal de Sábado, 28.09.08, do Sincronia Foi 10 e Meio!

Eu, Cláudio Bigodudo e Élson saímos do Pq.Costa Azul as 7:10h.
Ao atravessar a passarela encontramos Lázaro e depois dos cumprimentos seguimos pela Orla que, apesar de muito movimentada, está cada vez mais preocupante com relação a assaltos e pedestres que não compreendem a diferença entre ciclovia e calçadão para caminhadas e corridas.

Mesmo assim fomos fazendo força contra o vento até Stellamares onde juntou-se a nós, Ricardo. Continuamos via Aleluia, Ipitanga, Vilas, Buraquinho e Estrada do Côco.

Nossa primeira parada foi no Posto de Busca Vida para calibragem de pneus e água. Depois outra na sorveteria da Dona Cidinha em Arembepe. Daí fomos até Barra do Jacuípe onde atravessamos a passarela e seguimos por uma estradinha asfaltada até Monte Gordo. O caminho tem algumas ladeiras e cada visual deslumbrante. Notei até uma overdose florífera (rsrs) dos cajueiros locais que necessitarão da nossa passagem por lá em meados de Novembro para ajudar no controle de produtividade, pois vai ter caju forrando o chão (rsrs). Paramos mais adiante para outra hidratação num barzinho de estrada com boa recepção e fotos de um pássaro azulão. Seguimos mais adiante e chegamos ao mercado de Monte Gordo e, discutimos para definir os efeitos do mocotó do bar (box) da Dona Tereza, quando concluímos tratar-se de proteínas, e não de colesterol ... hehe. Saboreamos debaixo da sombra de uma grande mangueira!

Depois, meio que preguiçosos, pedalamos até a Estrada do Côco, em Guarajuba, e pegamos um ônibus para Salvador, até a Rodoviária. Esse roteiro pede bis!
......................................................por Itana Mangieri

Coluna do Leitor

Escrevo este e-mail para ser publicado na Coluna do Leitor do Sincronia Repórter (se possível), o qual parabenizo pela iniciativa e criatividade (a seção de meio ambiente, escrita a partir do que foi vivenciado nos passeios está perfeita!). Parabenizando também o Sincronia pela página na Internet e pelo nome do grupo. Fantástico!

Estou a procura de grupos de passeios de bicicleta aqui no Rio de Janeiro, mas ainda não acertei o grupo para mim. Ou são muito desorganizados, ou são organizados em excesso (quase profissionais), com muitas regras, normas e passeios demorados (e sem o foco no cicloturismo) e caros!

Na minha opinião os grupos devem possuir no máximo 30 membros, serem organizados em equipes de coordenação: Coordenação geral; Coordenação de segurança e disciplina; Coordenação financeira e Coordenação de eventos.

Os passeios de cicloturismo (que não podem faltar) devem ter uma programação anual, com planejamento global e, não planejamentos individuais, na base do quem pode vai e que não pode vai pedalar na ciclovia. Por isso, sou de opinião de que devemos ter as Coordenações financeiras e Coordenação de eventos, as quais devem planejar os cicloturismos, anualmente, de modo que os ciclistas se apresentem apenas com a roupa, sua bike/peças/ferramentas e seus pertences. Os demais itens são planejados, viabilizados e providenciados pelas equipes de coordenação.

Jaime Jacob, Rio de Janeiro

Bike e Mudança de Vida

Para algumas pessoas a bicicleta é uma companheira inseparável, tão imprescindível quanto a própria roupa que veste. Muitos, utilizam-na simplesmente como meio de transporte e sequer imaginam os benefícios que ela traz para sua saúde. Outros a utilizam como objeto de lazer e sentem prazer em suas pedaladas, mesmo que eventuais. Mas, existem aqueles que tem a clara consciência dos prazeres e benefícios que a mesma lhe proporciona e tornam-se apaixonados pela magrela, verdadeiros ciclistas de carteirinha. É impressionante o amor de crianças e adultos, de todas as idades, pela bike. Mesmo os ciclistas eventuais, como eu, voltam revigorados de uma agradável pedalada.

Incontestavelmente, a bicicleta é a bola da vez. São incontáveis as ocasiões que nos deparamos com a magrela em nosso dia-a-dia, (filmes, jornais, livros, revistas, internet, lojas, ciclistas pela rua, etc.) e, em meu caso particular, nas conversas diárias com minha mãe, D. Jacy.

Tudo começou, há mais ou menos 2 anos, quando durante minha estadia na Espanha, observei a relevância do ciclismo na Europa, o que me entusiasmou! Trouxe, então, a idéia que casou perfeito com nossa disposição em incentivar meu sobrinho e neto de D. Jacy, o Roberto, que aos 8 anos acabara de aprender a pedalar. Conseguimos conquistar mais uma da família. Compramos 4 bicicletas e começamos nossos passeios semanais no Parque de Pituaçú. Daí em diante, D. Jacy não parou mais, movida por seu espírito aventureiro, rendeu-se aos prazeres das pedaladas e aos poucos vêm mudando sua vida.

Hoje, é motivo de exemplo, admiração e inveja.

Exemplo para todos nós, filhos, netos e amigos, na maioria mais jovens do que ela, como é o meu caso. Começamos a pedalar juntos e, infelizmente, não conseguimos acompanhá-la. Ela está há anos luz de nossa capacidade de perseverança e disposição. Existe algo melhor que o exemplo? Certamente que não. Em nosso inconsciente esta é uma lição que devemos seguir.

Admiração, para aqueles que a conheciam e, sobretudo, para aqueles que hoje cruzam o seu caminho ou ficam sabendo de suas aventuras. É incontestável o espanto de crianças, jovens e idosos ao verem uma “senhora” pedalando pelas ruas de Salvador ou a encontram viajando de ônibus com sua bike.

E, infelizmente, a inveja, principalmente das mulheres acima dos 50, paradas no tempo e no espaço, que vêem nisto um puro ato de exibicionismo.

Enfim, o importante é que a paixão de D. Jacy pela bicicleta é algo verdadeiro, que só tem trazido benefícios, numa total SINCRONIA com a vida e com o mundo.

Por Mônica Santos.

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