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CICLISMO e CICLOTURISMO |
2007, ano I - página 5.
Cicloturismo realizado em 02 e 03 de novembro de 2007,
na região do baixo curso do Rio Paraguaçu, Estado da Bahia, desde a sua foz (margem direita) em Salinas da Margarida/Barra do Paraguaçu
até Cachoeira, perfazendo um total de 162 km, ver mapa.
A partir do
terminal do Ferry Boat em Bom Despacho, Ilha de Itaparica, pedalamos cerca de 38 km pela BA 001, até
a BA 534, por onde passamos pelas localidades de Cações, Mutá, Pirajuía, Encarnação, Salinas
da Margarida, Conceição de Salinas, Cairu, Barra do Paraguaçu, Enseadinha do Paraguaçu, São Roque
do Paraguaçu, Capanema, Maragogipe, São Félix e Cachoeira.
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O Rio Paraguassu, que deságua na Baía de Todos os Santos, sempre apresentou excelente navegabilidade. Foi daí, que os portugueses fundaram em 1549 a sede do governo colonial no Brasil.
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Em 1624 ocupam Salvador, mas são expulsos no ano seguinte. Em represália, saqueiam e incendeiam os engenhos do Recôncavo seis vezes no período compreendido entre os anos de 1627 e 1648.
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A partir de 1766 a situação melhorou, e o início do século XIX foi um período de grande prosperidade para o Recôncavo. O número de engenhos da região dobrou no período de 1800 a 1835, passando de 400 a 811.
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A Cidade recebeu esse nome devido a uma extração de sal, existente no passado, nas terras de Margarida. A Praia de Pedra Mole, localizada
em Barra do Paraguaçu, Município de Salinas da Margarida, possui esse nome em alusão a falésia constituída
de arenitos, uma rocha macia que vai sendo esculpida pela água e pelo vento. A paisagem é realmente
de beleza inigualável. O atrativo principal são as águas límpidas (maré vazante) e calmas.
Portanto, devemos sempre observar a tábua de maré, pois Pedra Mole é para ser visitada usufruída com a maré baixa! São Roque do Paraguaçu, Distrito do Município de Maragojipe, nascida também na época colonial, festeja seu Padroeiro São Roque no período de 17 a 22 de agosto, atraindo toda a região para uma festa grandiosa. A foto abaixo mosta a vista da Igreja de São Roque, construída em meados do século XIX. A foto abaixo mostra a sacada, espécie de camarote, de onde os nobres e senhores de engenho assistiam as missas e, isto evidencia a época ou seja, o período da cana de açucar, áureos tempos do Recôcavo Baiano. Vimos também a riqueza de detalhes como eram construídos os pórticos (em madeira de lei), arcos e vitreaux (importados da Europa) das igrejas da época. |
Sua história data do período da chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Quando ali chegaram
encontraram os indígenas da Nação Tupinambá. Caminhar pelas ruas de São Félix é uma
oportunidade para termos contato direto com o passado. Na foto abaixo visitamos o prédio construído
no século XIX. Foto do monumento a "São Félix do Paraguassu" construído em 1895.
Cachoeira foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional, em 1971, e passou
a ser considerada Monumento Nacional. Durante o século XIX, Cachoeira projetou-se na história política do país. As lutas contra a canhoneira portuguesa, a proclamação do príncipe D. Pedro I como Regente, o bombardeio e a resistência (quando surgiu a heroína Maria Quitéria), são fatos que, ainda hoje, enchem de orgulho a população local. Durante a Guerra do Paraguai, a enfermeira cachoeirense Ana Nery alistou-se no exército brasileiro e foi de grande importância no auxílio às tropas. As histórias de glória são tantas que, no tempo do Império, a vila foi congratulada com o título de “Heróica”. O termo Paraguaçu é de origem indígena
e significa "água grande". O Rio Paraguaçu tem 600km de extensão,
banhando cidades tais como, São Félix, Cachoeira, Maragogipe, e as vilas de Santiago do Iguape, São Francisco do
Paraguaçu, Nagé, Coqueiros, São Roque e Barra do Paraguaçu. Possui 46 km navegáveis, da foz (Barra do Paraguaçu)
até as cidades de Cachoeira e São Félix. Viajando por esta região é que damos conta da importância do Rio Paraguaçu e de toda a sua Bacia Hidrográfica, tanto por manter e possibilitar o desenvolvimento econômico da região, como também se constituir no principal manancial de abastecimento público da capital e da região metropolitana de Salvador. |